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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Clarice para mim...

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"Clarice é a orgia das metáforas. Ela transforma o que sentimos em explicáveis, conversando com a individualidade oculta da alma, de forma a sempre acharmos que ela escreveu para nós.
Por ela ser além do humano, chegando a ser a coisa viva mais simples e feroz, penso que suas palavras sempre se tornarão verdadeiras verdades individuais e vivas, como uma nova chama que nos abraça e preludicamente nos aquece, que fortemente nos queima e ferozmente se apaga."

Andreza Aparecida Pires de Souza Oliveira, Salvador - Bahia, 30/07/2010.

domingo, 25 de julho de 2010

A paixão segundo G.H

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bd/PAIX%C3%83O.jpg http://www.claricelispector.com.br/imagens/APAIX%C3%83OS.jpg
(capa da edição original e da edição mais atual, respectivamente)


A paixão segundo G.H. é um livro de Clarice Lispector, a nossa querida escritora, amada nacionalmente, que foi publicado em 1964. Teve várias edições, atualmente é distribuído pela editora ROCCO . Esse livro retrata um profundo mergulho no abismo do que é ser uma "coisa viva", esse mergulho se dá a partir do momento em que uma mulher chamada G.H. decide limpar o quarto de empregada, julgando estar sujo, empoeirado e cheio de coisas velhas, e ao fazê-lo é surpreendida por uma seca organização deixada pela antiga empregada. Além do quarto estranhamente limpo, ela percebe ao fechar a porta, um desenho de uma mulher, um homem e um cachorro, traçados a carvão, desenhado pela ex-empregada. Seguindo seu roteiro de reconhecimento do quarto ela vê uma barata, um animal que ela tem pavor, saindo do guarda roupa, e num súbito ataque ela esmaga a barata com a porta do roupeiro. Após o ato, G.H. começa a se perder quanto individuo passando a questionar sua existência, sua vida. E com a perda de si mesma ela se encontra.

A pergunta que fica para o leitor é: Onde está a paixão? Pelo menos foi o questionamento que inicialmente me fiz. Com o transcorrer do relato de G.H., aos poucos fui começando a perceber onde estava a paixão, ela estava justamente no inesperado encontro de G.H. com a barata, "golpe da graça", que gerou a quebra do invólucro da expressão do medo que ela tinha, mostrando que na realidade o sentimento dela pela barata era de amor, mas por nunca ter entrado em contato com a mais primitiva "coisa viva", ela demonstrava medo, pois o medo é o fruto do desconhecido. Isso é transcendental a muitas coisas, cabe ao entendimento do leitor essa papel. Próximo do final do livro Clarice escreve através de G.H. uma máxima lindíssima, que aborda um pouco a questão acima descrita: "Ah, meu amor, não tenha medo da carência: ela é o nosso destino maior. O amor é tão mais fatal do que a própria carência, e nós, somos garantidos por uma necessidade que se renova continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça--que se chama paixão." (pág. 170).

Recomendo a leitura desse magnifico livro a todos, mas principalmente por "pessoas de alma formada".

Algumas máximas encontradas no livro e selecionadas por mim:

"...Talvez a desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema..."(pág. 13)

"...Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade..."(pág. 13)

"...Quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar a desorientação..."(pág. 13)

"...Eu sou mansa, mas minha função de viver é feroz..."(pág. 116)

"...O inferno é a boca que morde e come a carne viva que tem sangue, e quem é comido uiva com o regozijo no olho: o inferno é a dor como gozo da matéria, e com o riso do gozo, as lágrimas escorrem de dor. E a lágrima que vem do riso de dor é o contrario da redenção..."(pág. 120)

"...Inferno mesmo é o do amor. Amor é a experiência de um pecado maior--é a experiência da lama e da degradação e da alegria pior. Sexo é o susto de uma criança..."(pág. 133)

"...Tenho que me violentar para precisar mais. Para que eu me torne tão desesperadamente maior que eu fique vazia e necessitada..."(pág. 151)

"...Tudo que me caracteriza é apenas o modo como sou facilmente visível aos outros e como termino sendo superficialmente reconhecível por mim..."(pág. 174)

P.s: Gostaram??? Comentem!! :)

sábado, 24 de julho de 2010

Traduzir-se em imagens

Quem sou eu:
O que me faz sorrir:
http://depoisdolance.files.wordpress.com/2009/06/vida.jpg

O que me faz chorar:
http://cabelopixaim.zip.net/images/luto5896.jpg

Minha cor:
Hobby:

S
onho:Melhor Lembrança:
Música:Esporte:
http://4.bp.blogspot.com/_DasBxU01hME/SxA8737-xcI/AAAAAAAAASA/2mijnGtdHrA/s1600/2+dia+do+nadismo+p.jpg

Um filme:
Um Pecado:
http://www.vadiando.com/fotos/preguica3.jpg

Três Lembranças fofas da infância:
http://yonihon.files.wordpress.com/2009/10/dragon-ball-z-personagens.jpg http://www.acervoclube.com/images/sakura_3.jpghttp://cdzbrasil.com.br/imagens/os-cavaleiros-do-zodiaco.jpg

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tempo




Tempo... o que é o Tempo?... não sei... ele realmente existe?... acho que sim... então, se ele existe, somos nós que estamos nele ou ele que está em nós?... poxa não sei de novo.
Como é difícil falar sobre o tempo, chega a ser frustrante, mas não impossível de discutir. É muita metafísica. Quando penso no tempo me vem logo uma imagem de um lugar velho, sujo e vazio. Não sei o por que, mas só sei que vem essa imagem do tempo. Quanto tempo tem o tempo?... é infinito?... pronto chegamos ao infinito, essa profusão de coisas que não são coisas pois as coisas são construções humanas, sendo assim impossível de imaginar como o nada.


Como disse Arthur Schopenhauer: O tempo reduz tudo a Nada.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mais uma :)

Hoje, para uma prova de sociologia em dupla, fiz essa poesia sobre o fato social proposto por Émile Durkheim, com a querida participação do meu amigo Luiz Junior, espero que gostem :)


Coisa Humana

Relação mutável
interprete mutante
caótica universal.
Não sou humano,
sou atitude numérica,
coesão letal.
Nas veias correm
estatísticas, revelando
a coisa que sou.
Se na mentira do que sou,
para a verdade do que querem,
não sou nínguem.
Sou parte pulsante da explosão
processual do fato que me
torna ciência aos olhos
de quem me objetiva.

Andreza Pires e Luiz Junior